Peregrinos & Forasteiros
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O SAPO E A ROSA
Era uma vez uma rosa muito bonita, que se sentia envaidecida ao saber que era a mais linda do jardim.Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe.
Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo grande, e esta era a razão pela qual ninguém se aproximava dela. Indignada diante da descoberta, ordenou ao sapo que se afastasse dela imediatamente. O sapo, muito humildemente, disse:- Está bem, se é assim que você quer...
Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la murcha, sem folhas nem pétalas. Penalizado, disse a ela:
- Que coisa horrível, o que aconteceu com você?
A rosa respondeu:
- É que, desde que você foi embora, as formigas me comeram dia a dia, e agora nunca voltarei a ser o que era.
O sapo respondeu:
- Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a mais bonita do jardim...
Muitas vezes desvalorizamos os outros por crermos que somos superiores a eles, mais "bonitos", de mais valor, ou que eles não nos servem para nada. Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Todos temos algo
a aprender com outros ou a ensinar a eles, e ninguém deve desvalorizar a ninguém.
Pode ser que uma destas pessoas, a quem não damos valor, nos faça um bem que nem mesmo nós percebemos.
Que Deus nos abençoe e nos ajude a enxergar a "beleza" dos outros.
sábado, 6 de agosto de 2011
A Árvore da Vida
O filme "Árvore da Vida" com Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain apresenta a relação entre pai e filho de uma família, trazendo ao mesmo tempo diversas reflexões sobre os mistérios da vida. Segue sinopse do site do Cinemark:
A Árvore da Vida aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain
Direção: Terrence Malick
Gênero: Drama
Duração: 138 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Classificação: 10 Anos
A Árvore da Vida aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain
Direção: Terrence Malick
Gênero: Drama
Duração: 138 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Classificação: 10 Anos
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Maria Madalena segundo os Evangelhos Canônicos
por frei Betto
em Adital - Notícias da América Latina e Caribe
A festa de Maria Madalena é 22 de julho. Considerada santa pelas Igrejas católica, ortodoxa e anglicana, seu nome é mencionado nos quatro evangelhos.
Lucas (8, 1-3) registra que Jesus se fazia acompanhar pelo grupo dos doze (os apóstolos) e por mulheres, cujos nomes o evangelista cita: "Maria, chamada Madalena, da qual haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, o procurador de Herodes; Susana e várias outras, que o serviam com seus bens."
O "sobrenome" Madalena indica o lugar de origem - Magdala, cidade do lado ocidental do lago da Galileia, cujas ruínas visitei ao escrever Um homem chamado Jesus (Rocco), versão romanceada dos evangelhos. No tempo de Jesus, havia ali um próspero centro urbano dedicado ao comércio de sal.
A tradição associa Madalena à prostituição, devido ao detalhe de que, dela, "haviam saído sete demônios". Na Bíblia, o número 7 significa "infinito", assim como, hoje, o símbolo matemático (¥) é parecido a um 8 deitado. Jesus livrou Madalena de seus múltiplos pecados. Os "sete demônios" equivalem, teologicamente, aos sete pecados capitais (gula, avareza, luxúria, soberba, preguiça, ira e inveja).
Há ainda aqueles que, arbitrariamente, identificam como sendo Madalena a "mulher da cidade, uma pecadora", descrita por Lucas (7, 36-50) como aquela que, num jantar, lavou os pés de Jesus com perfume e os enxugou com os cabelos.
Os relatos evangélicos não foram escritos segundo óticas jornalísticas, históricas ou biográficas, e sim teológicas. Inútil procurar ali detalhes ou informações a respeito da vida íntima dos personagens citados. Contudo, ensina a sabedoria, não lemos nem vemos com os olhos, e sim com a mente. E quem tem mente poluída...
Mateus (27, 56) narra que "muitas mulheres, olhando de longe", presenciaram a crucifixão de Jesus. Informa ainda que se tratava de mulheres que o seguiram "desde a Galileia e o serviram". E cita nomes: "Entre elas, Maria Madalena; Maria, mãe de Tiago e de José; e a mãe dos filhos de Zebedeu."
A mulher de Zebedeu se chamava Salomé (Marcos 15, 40), mãe dos apóstolos João e Tiago. A segunda Maria citada era a mãe de Jesus que, de acordo com Mateus (13, 55), teve irmãos e irmãs: "Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?"
Mateus (27, 57) acrescenta que quando "um homem rico de Arimateia, chamado José, o qual também se tornara discípulo de Jesus" levou o corpo do crucificado para o túmulo talhado na rocha, "Maria Madalena e a outra Maria (mãe de Jesus) estavam ali sentadas em frente ao sepulcro" (27, 61). O que é confirmado pelo evangelista Marcos (15, 40).
No dia seguinte ao sábado, que corresponde ao nosso domingo, "Maria Madalena e a outra Maria vieram ver o sepulcro" (28, 1). O que é confirmado pelo evangelista João (20, 1).
Eis que o anjo aparece a elas e comunica que Jesus já não está ali, pois "ressuscitou dos mortos" (28, 7). Saíram correndo para anunciar aos discípulos, quando se depararam com o próprio Jesus, que as saudou exclamando: "Alegrai-vos" (28, 9), e ordenou-lhes: "Ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galileia; lá me verão" (28, 10). Portanto, foram as mulheres as primeiras testemunhas da ressurreição e também as primeiras apóstolas, anunciadoras de Cristo ressuscitado.
João (20, 11-18) foi o único a relatar em detalhes a aparição de Jesus à Maria Madalena. Esta se encontrava junto ao sepulcro vazio, chorando. Não tinha ideia de quem retirara o corpo de Jesus e por quê. Ao olhar para dentro do túmulo, viu "dois anjos vestidos de branco". Indagaram por que ela chorava. "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram", respondeu.
Logo, voltou-se e viu, fora do sepulcro, um homem de pé, que repetiu a ela a pergunta dos anjos. Ela julgou se tratar do jardineiro do cemitério: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar."
Neste momento, o Ressuscitado pronunciou-lhe o nome: "Maria!" Ela o reconheceu e reagiu em hebraico: "Rabbuni!", expressão aplicável a Deus, significa "Mestre" e é mais solene que Rabi, de rabino. Madalena se lançou aos pés de Jesus, para abraçá-lo. Ele a conteve: "Não me retenhas, pois ainda não subi ao Pai. Vai, porém, a meus irmãos e dize-lhes: ‘Subo a meu Pai e a vosso Pai; a meu Deus e a vosso Deus'."
Encerra-se assim o relato de João (20, 18): "Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: ‘Vi o Senhor' e as coisas que ele lhe disse."
Eis o que os quatro evangelhos nos informam sobre Maria Madalena - discípula e apóstola.
em Adital - Notícias da América Latina e Caribe
A festa de Maria Madalena é 22 de julho. Considerada santa pelas Igrejas católica, ortodoxa e anglicana, seu nome é mencionado nos quatro evangelhos.
Lucas (8, 1-3) registra que Jesus se fazia acompanhar pelo grupo dos doze (os apóstolos) e por mulheres, cujos nomes o evangelista cita: "Maria, chamada Madalena, da qual haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, o procurador de Herodes; Susana e várias outras, que o serviam com seus bens."
O "sobrenome" Madalena indica o lugar de origem - Magdala, cidade do lado ocidental do lago da Galileia, cujas ruínas visitei ao escrever Um homem chamado Jesus (Rocco), versão romanceada dos evangelhos. No tempo de Jesus, havia ali um próspero centro urbano dedicado ao comércio de sal.
A tradição associa Madalena à prostituição, devido ao detalhe de que, dela, "haviam saído sete demônios". Na Bíblia, o número 7 significa "infinito", assim como, hoje, o símbolo matemático (¥) é parecido a um 8 deitado. Jesus livrou Madalena de seus múltiplos pecados. Os "sete demônios" equivalem, teologicamente, aos sete pecados capitais (gula, avareza, luxúria, soberba, preguiça, ira e inveja).
Há ainda aqueles que, arbitrariamente, identificam como sendo Madalena a "mulher da cidade, uma pecadora", descrita por Lucas (7, 36-50) como aquela que, num jantar, lavou os pés de Jesus com perfume e os enxugou com os cabelos.
Os relatos evangélicos não foram escritos segundo óticas jornalísticas, históricas ou biográficas, e sim teológicas. Inútil procurar ali detalhes ou informações a respeito da vida íntima dos personagens citados. Contudo, ensina a sabedoria, não lemos nem vemos com os olhos, e sim com a mente. E quem tem mente poluída...
Mateus (27, 56) narra que "muitas mulheres, olhando de longe", presenciaram a crucifixão de Jesus. Informa ainda que se tratava de mulheres que o seguiram "desde a Galileia e o serviram". E cita nomes: "Entre elas, Maria Madalena; Maria, mãe de Tiago e de José; e a mãe dos filhos de Zebedeu."
A mulher de Zebedeu se chamava Salomé (Marcos 15, 40), mãe dos apóstolos João e Tiago. A segunda Maria citada era a mãe de Jesus que, de acordo com Mateus (13, 55), teve irmãos e irmãs: "Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?"
Mateus (27, 57) acrescenta que quando "um homem rico de Arimateia, chamado José, o qual também se tornara discípulo de Jesus" levou o corpo do crucificado para o túmulo talhado na rocha, "Maria Madalena e a outra Maria (mãe de Jesus) estavam ali sentadas em frente ao sepulcro" (27, 61). O que é confirmado pelo evangelista Marcos (15, 40).
No dia seguinte ao sábado, que corresponde ao nosso domingo, "Maria Madalena e a outra Maria vieram ver o sepulcro" (28, 1). O que é confirmado pelo evangelista João (20, 1).
Eis que o anjo aparece a elas e comunica que Jesus já não está ali, pois "ressuscitou dos mortos" (28, 7). Saíram correndo para anunciar aos discípulos, quando se depararam com o próprio Jesus, que as saudou exclamando: "Alegrai-vos" (28, 9), e ordenou-lhes: "Ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galileia; lá me verão" (28, 10). Portanto, foram as mulheres as primeiras testemunhas da ressurreição e também as primeiras apóstolas, anunciadoras de Cristo ressuscitado.
João (20, 11-18) foi o único a relatar em detalhes a aparição de Jesus à Maria Madalena. Esta se encontrava junto ao sepulcro vazio, chorando. Não tinha ideia de quem retirara o corpo de Jesus e por quê. Ao olhar para dentro do túmulo, viu "dois anjos vestidos de branco". Indagaram por que ela chorava. "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram", respondeu.
Logo, voltou-se e viu, fora do sepulcro, um homem de pé, que repetiu a ela a pergunta dos anjos. Ela julgou se tratar do jardineiro do cemitério: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar."
Neste momento, o Ressuscitado pronunciou-lhe o nome: "Maria!" Ela o reconheceu e reagiu em hebraico: "Rabbuni!", expressão aplicável a Deus, significa "Mestre" e é mais solene que Rabi, de rabino. Madalena se lançou aos pés de Jesus, para abraçá-lo. Ele a conteve: "Não me retenhas, pois ainda não subi ao Pai. Vai, porém, a meus irmãos e dize-lhes: ‘Subo a meu Pai e a vosso Pai; a meu Deus e a vosso Deus'."
Encerra-se assim o relato de João (20, 18): "Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: ‘Vi o Senhor' e as coisas que ele lhe disse."
Eis o que os quatro evangelhos nos informam sobre Maria Madalena - discípula e apóstola.
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